Segunda Chance ManoGelis Cap 26

24 Apr

Horas mais tarde, ao entrar novamente no quarto, Angelis encontrou a noiva ainda acordada recostada em uma pilha de travesseiros. Nada falaram. Para todo o lado que o mesmo andava Manu a seguia com o olhar, tentava descobrir o que ela poderia estar pensando.

 

Ao vê-la trocar as roupas por peças mais leves e caminhar para o seu lado da cama, não tardou em abrir os braços.

 

Suspirou calmamente ao aninhá-la em seu peito, ao sentir a respiração do mesmo tocar-lhe o pescoço.

 

Manu: Conseguiu fazê-la dormir na cama? – adentrou os dedos pelos fios Castanhos, enquanto com a outra mão a acariciava nas costas.

 

Angelis: Que nada. E ela ainda queria colocar a motoca lá dentro. – seus olhos estavam fechados. Sentia-se mais relaxado.

 

Manu: É… Acertamos nos presentes. – a viu assentir.

 

Ficaram quietinhas por poucos minutos. Antes de se separar a morena depositou um demorado beijinho no pescoço da noiva seguido de outro no ombro desnudo.

 

Angelis: Podemos conversar agora? – se sentou de frente para ela, que afirmou.

 

Manu: Eu me afastei de vocês porque a sua mãe pediu. – moveu as mãos, sem deixar de encará-la.

 

Angelis: O quê?

Manu: Foi isso. Pelo jeito Clariani fez reclamação, dizendo que não consegue ficar com Valentina por minha culpa, porque sempre estou por perto e não deixo. – deu de ombros, mirando um ponto qualquer. Seus olhos ardiam.

 

Angelis: Não acredito nisso. É muito absurdo mesmo. – sorriu sem nenhuma vontade. – Onde essa mulher estava com a cabeça? Não podia ter feito isso. Não mesmo. Se ela acha que você está ocupando o lugar na vida da nossa filha tinha que parar e pensar que a própria permitiu isso. – seu rosto ficara totalmente vermelho devido à raiva. – É muito fácil querer  espaço em dias de festa para mostrar para os amigos  a sobrinha quando que nas obrigações como tia e avos eles nem se manifestma. Nunca fizeram questão.

 

Era evidente toda sua fúria e Manu começava a se arrepender de ter contado, pois temia pela reação da mesmo. Tudo o que não queria era arrumar problemas.

 

Manu: Angelis, você pode se acalmar? Parece que vai explodir. Você já está gritando e vai acordar Valentina.  – a segurou quando a mesma fez menção em se levantar. – Não! Pode ficando aqui.

 

Angelis: Preciso resolver isso, Manu. E agora! – tentou se soltar, mas a mesma logo a segurou com a outra mão também, ficando de joelhos sobre a cama.

 

Manu: Não precisa, não. Você vai continuar aqui e tratar de se acalmar. – a empurrou pelos ombros. – Angel, por favor. Não faça eu me arrepender de ter te contado. – respirou fundo, angustiada.

 

Angelis: Ela não pode te falar essas coisas e ficar por isso mesmo, Manu. Não vou deixar. – tentou se controlar ao vê-la temerosa. – Vou colocá-la no devido lugar.

 

Manu: Não vai valer a pena. Você só vai arrumar dor de cabeça e não quero que fique nervosa por isso. Já passou, tudo bem? – lhe segurou a mão, mantendo-a perto de seu peito.

 

A morena negou com a cabeça e coçou a nuca ainda bastante nervosa. Sua respiração estava agitada e tentava ao máximo se controlar, pois não queria assustar Manu. Agradeceu mentalmente por Valentina estar dormindo.

 

Angelis: Não está nada bem, porque sei o quanto isso te fez mal. – esfregou o queixo. Queria relaxar, mas não conseguia.  – E pior, tudo por uma pessoa que não merece.

 

Manu: Hanny  é  avó… – parou ao ser interrompida.

 

Angelis: Mas não é cega. – disse alto, se arrependendo em seguida. – Perdão! Perdão, Amor. – lhe beijou as mãos repetidas vezes.

 

Manu: Tudo bem. – a encarou bem de pertinho, sem saber o que fazer.

 

Permaneceram por algum tempo quietas, sem deixar de se olharem diretamente. Manu estava absorta até Angelis voltar  a ficar mais tranquila.

Chegando mais para perto, Angelis abaixou a cabeça ao mesmo tempo em que levava as mãos dela para perto de seu rosto, a recostando ali. Seus olhos estavam fechados. Era difícil para ela falar de seus reais sentimentos, nunca fora de se expor. Entretanto sabia que por Manu deveria fazê-lo. Doeu vê-la com os olhos banhados de lágrimas.

 

Ao erguer a cabeça, antes de voltar a falar, depositou um demorado beijo nos lábios dela. Um beijo doce, que fora seguido por mais dois.

 

Angelis: Primeiro de tudo. Valentina nunca teve outra mãe quando estavamos separadas. A minha nunca assumiu esse papel e muito menos a Clariani, apesar de cuidar e amá-la minha mãe sempre deixou claro que é avó. E eu a entendo. – de um jeito delicado afastou a mecha que caiu no rosto dela. – A primeira figura materna da minha filha, de fato, é você, Manu. Não queria te assustar no inicio em que voltamos, mas esse lugar é todo seu. – notou que ela tentava, a todo custo, não chorar. – E eu até tinha medo do que poderia acontecer por isso.  Percebi que já não tenho controle, que não tem como mantê-las afastadas e nem em uma distância segura. E sabe por quê? – a viu negar, fungando. – Porque já são mãe e filha sem nem ao menos perceberem. Foi tudo tão natural e por isso não tenho mais medo. Porque sei que jamais faria nada pra magoar a minha Vale, porque ela também é sua. – carinhosa, passou as mãos pelo pequeno rosto enxugando as lágrimas com calma. – Você me deu muito além do que eu poderia imaginar, amor.

 

Angelis também se encontrava emocionada, era sempre assim quando o assunto era voltado para Manu e Valentina. Não tinha como evitar. Era totalmente apaixonada pela relação linda das duas e não escondia isso de ninguém. Sentia-se afortunada em tê-la consigo.

 

Manu: Eu… – soluçou, derramando mais lágrimas. – Eu já não me vejo sem vocês. – postou as mãos nos ombros dela, se permitindo chorar.

 

Angelis: E nem eu sem você! Preciso de você comigo, sempre. – se inclinou, encostando suas testas. – Manu, sou encantando por você desde o primeiro dia que te vi sorrindo. Passei dias pensando em como falar com você, esperando qualquer oportunidade pra me aproximar e agora nada vai me tirar você. Preciso te ver todo dia, te beijar… Tem horas que me assusto quando paro pra pensar no tamanho da minha necessidade de acordar e ter você aqui.

 

Manu: Amor… – sorriu ao meio do choro, escorrendo as mãos pelos ombros dela.

Angelis: O que eu sinto por você, hoje, é pelo o que construímos juntas, com o tempo. E eu sou a mulher mais feliz por ter uma grande mulher como você, comigo. – a envolveu com os braços após a mesma deitar a cabeça em seu ombro. – Você é a única que eu quero que ocupe todos os espaços na minha vida. E sabe por quê? – repetiu a pergunta, senti-a negar. – Porque amo você! Porque você e Valentina são a minha família.

 

Nada mais fora dito, apenas a estreitou ainda mais entre seus braços. Manu sentiu suas costas doerem por ela estar a apertando, mas mesmo assim não reclamou. Precisava, tanto quanto ela, daquele contato. Queria tê-la o mais próximo possível, pois era justamente assim que se sentia em segurança. Passou os braços ao redor da cintura da mesma, afundando o rosto no vão do pescoço dela. O único som que poderia ser ouvido era da respiração de ambas.

 

Ficaram longos minutos do mesmo jeito, apenas se apertado cada vez mais contra o corpo da outra. Sentiam grande necessidade daquele abraço caloroso.

 

Angelis: Não chora mais, meu amor.  Te quero sorrindo. – lhe beijou a bochecha, envolvendo seu rosto em seguida com ambas as mãos.

 

Manu: Não! Já parei. – fungou ainda chorosa. – É muito bom ter te ouvido falar isso. Ter vocês comigo é tudo o que mais quero. – mordeu o próprio lábio, a encarando.

 

Angelis: É tudo o que eu preciso!  – levou mechas do cabelo dela para trás da orelha. – Agora sem medo?

 

Manu: Não sei o que significa isso, não aqui. – sorriu fraco, a abraçando pelo pescoço repentinamente. – Te amo!

 

Manu se aproximou o suficiente para roçar seus narizes, foi então que Angelis levou uma mão para a nuca dela, puxando-a para um carinhoso beijo. No começo trocaram somente alguns selinhos, aproveitando para se acariciarem um pouco, entretanto, sem mais demora a morena pediu passagem para aprofundar o contato e quando foi concedida um gostoso e demorado beijo foi trocado.

 

Perderam a noção do tempo que ficaram ali, beijando-se. Quando o ar lhes faltava intercalavam com mais selinhos e palavras carinhosas pertinho do ouvido.

 

Terminaram outro beijo e logo mais um forte abraço fora trocado, e dessa vez Angelis a beijocou pelo rosto, ombro e pescoço, demorando um pouco mais em certas regiões por saber que a mesma amava. Voltou a sorrir quando a sentiu se encolher depois de lhe beijar na pontinha da orelha, um de seus pontos fracos. As caricias e as palavras doces  fizeram Angelis apertá-la ainda mais, chegando até mesmo a poder sufocá-la. Sem esperar muito voltou a beijá-la na boca.

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