Segunda Chance ManoGelis Cap 27

24 Apr

 

Com o passar dos meses algumas coisas foram se modificando no relacionamento a três. Tudo ficara mais forte, mais concreto. O medo já não existia entre o casal, o medo de sobrecarregar o noivado havia sido definitivamente extinto por ambos. Manu quase não voltava para sua casa, todos os finais de semanas passava na companhia da noiva e da Filha. Seu envolvimento na vida de Valentina agora era grande e isso lhe fazia muito bem. Adorava estar 100% na vida da filha. A menininha que sempre sonhara ter.

 

 

 

A mudança havia começado depois de um final de tarde ensolarada de quarta-feira, quando Angelis apareceu para buscá-la no trabalho. A caminho de casa, entre uma conversa, a mesma tentava decidir certas coisas para a filha com a ajuda de Manu, sempre ouvindo e pedindo suas opiniões. Juntas, resolveram todas as questões e assim seguiram. Viviam em harmonia.

 

 

 

Naquela tarde era o primeiro dia de aula no ballet de Valentina. Angelis se encontrava atrapalhada por não acertar fazer o coque, já havia perdido a quantidade de vezes que tinha o desfeito.

 

 

 

Vale: Mãmae, tá caino. – apontou para o cabelo, tentando não se mexer muito.

 

 

 

Angelis: É, eu percebi. – fez uma careta. – Sua mãe não sabe fazer isso direito quanto a mãe nunu, Vale. Mas vou aprender.

 

 

 

Vale: Também não sabô. – balançou a cabeça, terminando de desmanchar o penteado. – Ih! – vez careta.

 

 

 

Angelis: Não tem problema. – sorriu. – Vira, vamos tentar ajeitar isso. De novo!

 

 

 

Com bastante paciência, Angelis voltou a juntar todo o cabelo no alto da cabeça da filha e o enrolou com cuidado para não machucá-la. Ao formar o coque, o prendeu com ainda mais calma.

 

 

 

Angelis: Espera, Lu, não se mexe. – pediu concentrado. – Agora acho que vai dar certo.

 

 

 

Olhou o resultado, terminando de envolver o coque com a rendinha e prender melhor a franja.

 

 

 

Vale: Cabô?

 

 

 

Angelis: Acho que sim. – sorriu, tornando a virá-la para si. – A princesa da mãmae está tão linda. – a abraçou, não escondendo o sorriso enquanto a enchia de beijos.

 

 

 

O carinho trocado fora interrompido pelo celular dela que acabara de tocar. Distraída, atendeu sem ao menos ver quem era.

 

Angelis: Vale, a saia. Tem que colocá-la. – a ajudou a vestir. – Alô!

 

 

 

Manu: Angelis.

 

 

 

Angelis: Ah! Oi, amor. – sorriu.

 

 

 

Manu: Oi. Até que enfim consegui falar com você. – suspirou.

 

 

 

Angelis: Desculpa, até escutei o telefone tocar, mas estava dando banho da Vale. Quando peguei você desligou. – pegou o perfume, espirrando um pouquinho atrás de cada orelha da menina.

 

 

 

Manu: Não tem problema. Mas já está tudo arrumado? Adiantei tudo ontem pra você não se enrolar. – seu tom era de preocupação.

 

 

 

Angelis: Aham! Tudo sob controle. Não se preocupa. – sentou a filha na cama, se abaixando para lhe calçar as sapatilhas. – Cadê você? Estamos só te esperando pra irmos.

 

 

 

Manu: Então, por isso liguei. Não vou chegar a tempo, tenho que ficar até mais tarde hoje. – era notável o quando ela estava desanimada, sua voz denunciava. –Tentei de tudo, Angel, mas não posso sair daqui mesmo. Fiquei até sem almoçar pra correr com os trabalhos, mas não deu. Me desculpa.

 

 

 

Angelis: Eu entendo, Nunu. Você terá outras oportunidades, não precisa ficar assim.

 

 

 

Manu: Mas hoje é o primeiro dia e eu queria estar presente também. – se lamentou. – E eu prometi que ia… Vale estava toda empolgada e eu vou perder. – disse emburrada.

 

 

 

Angelis: É, mas ainda vai poder presenciar muitas outras coisas. Hoje não deu, mas no segundo dia sei que vai estar com ela.

 

 

 

Manu: Com toda a certeza. – fez bico, suspirando.

 

 

 

Angelis: Amor, tem uma bailarina aqui na minha frente, toda linda, louca pra falar contigo. – risonho, passou a mão pelo rostinho da filha.

 

 

 

Manu: Ain, deixa eu falar com o meu amor. – levou a mão livre ao peito.

 

 Vale: Oi, mãmae Nunu. – sorriu ao mesmo tempo em que esfregava o nariz.

 

 

 

Manu: Oi, minha bailarina. – abriu um enorme sorriso ao ouvi-la.

 

 

 

Vale: Tá vino? Tô espelano você pra gente dança.

 

 

 

Manu: A mãmae nunu não vai poder, vale. – mais uma vez se lamentou, deixando de sorrir.

 

 

 

Vale: Ah mãmaazinha, pufavo vem. – pediu manhosa.

 

 

 

Manu: Estou muito triste por isso, mas não vou poder mesmo. – suspirou triste. – Mas depois vou te trazer aqui no atêlie pra voce ver toodas as roupas que mãmae ta fazendo e vamos tomar um sorvetão gostoso pra comemorar, tá?

 

 

 

Vale: Tá bom!

 

 

 

Manu: Dança bem bonitão que a mãmae An vai tirar bastante foto pra eu ver depois. Combinado? Faz isso pra mim?

 

Pouco tempo mais tarde Angelis se encontrava no grande estúdio entre tantas mães e meninas, de dois a cinco anos vestindo rosa. Sentia-se um pouco perdida, deslocada, naquela reunião e por isso não deixava de olhar a todo tempo para a porta com esperança de Manu aparecer. Tratou de prestar mais atenção em tudo que era passado pela coordenadora, pois sabia que a noiva lhe perguntaria sobre tudo que havia perdido.

 

 

 

Por ser a primeira vez todos os pais ficaram para assistir e Angelis não fez por menos. Era a única mulher mais nova ali e não se retraiu em filmar a sua menina concentrada repetindo tudo o que a professora ensinava. Às vezes se atrapalhava um pouco por não saber se continuava a gravá-la ou se tirava mais fotos. Seu sorriso bobo estava encantando e chamando a atenção da maioria das mães, porém não notou isso.  Sua atenção era toda para Valentina, que a deixou mais emocionada ao dar um giro e a olhar abrindo um lindo sorriso, acenando.

 

 

 

Sentindo o celular vibrar em seu bolso, afastou-se um pouco.

 

 

 

Manu: Me diz, como ela tá se saindo? Prestou atenção se a professora é boa ensinando? Tirou minhas fotos? – falou rapidamente, sem pausa.

 

 

 

Angelis: Eu gostei dessa professora, Valentina também parece ter gostado. Está toda empolgada. – sorriu. – Você precisava ver isso.

 

 

 

Manu: Eu queria e muito. – fez bico. – Depois vejo pelas fotos.

 

 

 

Angelis: Fiz melhor, Amor… Filmei tudo pra você. Até que agora vou tirar mais fotos mesmo, pra espalhar pela casa.

 

 

 

Manu: Minha noivinha é mesmo muito eficiente. – brincou.

 

Angelis: Em todos os sentidos, pode falar. – a mesma gargalhou. – Não vejo graça.

 

 

 

Manu: Você é uma boba.

 

 

 

Angelis: Pode assumir, Nunuzinha. Sei que me acha boa.

 

 

 

Manu: Tá! Tenho que concordar que além de boa você é gostosa e por isso nada de ficar se exibindo pra essas mães, ok? Você é só minha. Sei bem que ta cheia dessas mãmaizinhas assanhadas aí.

 

 

 

Angelis: Pode deixar, amor. Só quero ser boa com você mesmo. – acabou rindo.

 

 

 

Manu: Assim eu espero, você é só minha. – tornou afirmar possessiva. – Agora foco! Ela está mesmo toda linda, não é? Até porque ela é sempre linda.

 

 

 

Angelis: Ah, eu estou como uma bobona. Então você já pode imaginar, né? Uma graça, Amor. Toda concentrada. – sorriu abertamente.

 

 

 

Manu: Ai, que mãmae mais babonaa. – riu.

 

 

 

Angelis: Como se você fosse muito diferente.

 

 

 

Continuaram a falar sobre todas as coisas que Valentina estava fazendo,e logo depois Manu desligou pois precisava a voltar a trabalhar mesmo a contra gosto.

 

 

 

3 Responses to “Segunda Chance ManoGelis Cap 27”

  1. jessica April 25, 2013 at 12:49 pm #

    Oiii tudo bem? Entao nao tinha visto essa fic. Tem como vc me mandar os primeiros capitulos ai so tem do 23 em diante. Queria tanto ler.😦

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