Segunda Chance ManoGelis Cap 31

26 Apr

O passeio de última hora ao shopping não fora extenso por Valentina já sentir sono. Pararam para comer onde ela havia escolhido e em seguida entraram em uma livraria onde demoraram um pouco mais. Depois de pagar a contar e seguir até elas, que estavam sentadas em uma das mesinhas coloridas lendo uma histórinha, finalmente a morena reparou que usavam sapatilhas bastante parecidas, com a estampa de oncinha.

 

Sorriu por isso, pois sabia que a filha era a grande “culpada”. Queria imitar tudo o que Manu fazia, desde o hidratante no corpo até o penteado. Adquirira essa mania.

 Já dentro do carro, ao parar em um sinal, Angelis virou o rosto para o lado encontrando Vale adormecida enquanto Manu lhe fazia cafuné. Despertou a noiva dos pensamentos ao se inclinar e lhe mordiscar a bochecha, sorridente.

 Manu: Hum! O que foi? – piscou ao receber um beijo na boca.

 Angelis: Eu que pergunto. Estava longe… Posso saber no que tanto pensava?

 Ela suspirou a olhando fixamente antes de contar.

 Manu: Acho que é ciúmes. Não tem outra explicação. – deu de ombros.

 Angelis: Ciúmes de quem e por qual motivo? – a olhou rapidamente antes de colocar o carro em movimento.

 Manu: De você com a Iris. – olhou para a menina em seu colo.

 Angelis: Juro pra você que não entendi. Eu

 Manu: Eu sei!

 Angelis: Você bebeu, Manu? – sorriu a encarando.

 Manu: Não, sua chata. E não ri porque estou falando bem sério. Estou com ciúmes de vocês e pronto.

 Angelis: Não entendo.

 Manu: Acontece que hoje que parei pra pensar que sua prima pode colocá-las pra entrarem juntas na igreja, como casal de Madrinhas. E não gostei nem um pouco disso.

 Angelis: Sério que é por isso? – riu e por isso ganhou um tapa. – Ai! Até onde eu sei a ciumenta sou eu. Não era?

 Manu: E continua sendo, mas… Tem horas que me comporto feito uma boba, que não consigo deixar se sentir certas coisas.

 Angelis: Mentira! Você sempre esconde o que sente, o que é bem diferente.

 Manu: Que seja. Mas o fato é que não quero vê-las entrando juntas na igreja, ainda mais porque foi sua prima que fez vocês ficarem antes.

 Angelis: Paola me disse que vou entrar com você. – por ter parado em outro sinal não demorou a tornar se inclinar e tomar os lábios dela em um beijo calmo. – Carente!

 Manu: Só hoje. – murmurou entre os pequenos beijinhos que recebia no pescoço.

 Angelis: Sabe? Cada dia que passa de te amo mais.

 Dessa vez fora Manu quem a puxou para um beijo. Um selinho não muito demorado.

Beijos! Todos aqueles beijos sendo espalhados por seu corpo vagarosamente estavam fazendo-a enlouquecer, principalmente os próximos aos seus seios. Outro grunhido! Sem conseguir reprimir, dessa vez fora um alto gemido que escapara. E sem desgrudar os lábios da macia pele do colo dela, Angelis lhe cobriu a boca com uma das mãos pedindo silêncio.

 Balançando a cabeça conseguiu se livrar para voltar a resmungar.

 Manu: Ah… – ofegou.

 Angelis: Shiu! Sem barulho.

 Manu: Amor… – sussurrou, erguendo uma perna. Mais uma vez estava arrepiada. – Está querendo me seduzir?

O sorriso de Angelis fez o calor de sua respiração atingir a orelha de Manu, o que lhe provocou outro delicioso arrepio. Só depois de lhe mordiscar naquela região que baixinho questionou.

 Angelis: E estou conseguindo?

 As mãos dela deslizaram até a barriga desnuda de Manu, tocando-a com carinho. A resposta que teve fora outro longo beijo e por isso não demorou a esmagá-la entre seus braços, encaixando-se perfeitamente no pequeno corpo que parecia pegar fogo em certas partes. Ganhara uma forte mordida no ombro esquerdo ao pressionar o quadril no dela.

 Manu sentia suas mãos trêmulas ao tocá-la, assim como as pernas que já não conseguia sustentá-las flexionadas sem ajuda, e um forte calor. O que a deixava nervosa era por ainda não terem perdido todas as peças de roupa. Aliviava, um pouco, por ela estar sem a blusa. Marcas de seus dedos estavam espalhadas pelas costas e braços de Angelis.

 Angelis: Hmm… Deliciosa! – ronronou, esfregando o rosto no seio dela por cima do fino tecido do top. Logo depois a mordiscou bem ali, fazendo-a arquear o corpo.

 Manu: Assim… – respirou fundo tentando buscar ar, seu rosto estava quente. – Assim vamos acordar Valentina.

 Angelis: Não podemos…

Suspirando, Angelis a encarou ao sentir as pequenas mãos tocarem sua bariiga. Admirou as bochechas avermelhadas e gemeu baixinho quando a mesma esticou o rosto para lhe lamber o pescoço. Apertou-lhe ambas as coxas sem controlar a força, também se arrepiou por inteiro ao receber arranhões pela nuca. Seu ponto fraco. Sem perder o contato visual sugou-lhe o lábio inferior ao mesmo tempo em que friccionava suas intimidades. Uma. Duas… Diversas vezes. Gemeram juntos, ofegantes.  

 Angelis a beijava e afagava nos pontos que sabia serem mais sensíveis, deixando a noite ainda mais calorosa. Seus toques eram suaves. Curvou a cabeça e seu nariz ficou a centímetros de distância do pescoço dela. Aproximou-se um pouco mais a fazendo tornar se arrepiar ao inalar o delicado cheiro de sua pele. Naquele mesmo ponto passou sua boca superficialmente, enquanto ela arqueava o quadril em um pedido silencioso.

 

Vale: Mãmaes! Me socorro!

 O estrondo da porta batendo contra a parede fora o suficiente para fazer com que elas batessem os dentes ao iniciar outro beijo. O chamado quase fizera Angelis cair ao tentar sair de cima de Manu, que também a empurrou. Ficaram tão atrapalhadas pela interrupção que acabaram batendo as cabeças ao tentarem puxar o lençol. Dessa vez só não fora parar no chão por ajuda de Manoella, que sem conseguir segurar a risada levantou-se correndo para lhe dar tempo.

 Manu: O que aconteceu? – ajeitou o pijama assim como o cabelo.

 Vale: O bicho,mãmae nunu, lá no meu carto. – disse rápido e olhando para trás. – Falô: Vale, vô pega! – tentou imitar mudando a voz. Tentou também subir na cama, porém Manu fora mais rápida e a pegou no colo.

 Manu: Não tem bicho, Vale. Esqueceu? – segurou o riso ao ver Angelis constrangida.

 Vale: Tem! Tá lá, Nunu. – emburrou, cruzando os braços. – Vô dumi aqui.

 Angelis: Filha,mãmae já conversou que tirou o bicho do seu quarto. Não foi? – esfregou o rosto. – Manu, para! Não teve graça.

Manu: Desculpa! Desculpa – sentou-se na beirada da cama, levando uma mão à boca.

 Vale: Eu tem medo. Vai pega meu pé.

 Engatinhou até Angelis, deitando a cabeça em seu peito. Já Manu jogou seu corpo para trás e soltou uma alta gargalhada, que chegara a ficar sem fôlego.

 Angelis: Não precisa, minha princesa. – a beijou no topo da cabeça.

 Manu: Amor… Me perdoa! – voltou a sentar para prender o cabelo em um coque. – Mas foi engraçado. Sua cara foi a melhor. – enxugou as lágrimas, enquanto tentava cessar o riso.

 Vale: Tá chorano, Mãmae? O bicho veio pegá você? – com inocência perguntou assustada.  – A mãmae An não vai deixa.

 Descontroladamente, Manu voltou a rir e dessa vez ainda mais alto. Tentava tapar a boca, mas era inútil. Tentou pedir desculpa, mais uma vez, quando a noiva se levantou.

 Angelis: Chega! – pediu baixo.

 Manu: Amor… – tentou segurá-la. Seu rosto estava molhado devido às lágrimas que tornaram a correr.

 Angelis: Não! – se desviou. – Vou mandar o bicho embora. Vocês ficam aqui. – disse irônica e emburrada.

 Manu: Tudo bem! Vai tomar um banho. Vai! Você precisa, literalmente, se acalmar depois de mandar esse bicho feio embora. – ainda estava risonha, se segurando hora ou outra para não gargalhar.

 Vale: Vem, Nunu! Tem que esconde dele. – de enfiou debaixo do edredom, deixando um espaço para ela.

 Manu: Ai! Obrigada minha princesa. A mãmae Angel vai salvar a gente.

 Vale: As pincesas. – se aconchegou nos braços da mãe. – A minha mãmae An é muito fote e vai potege a gente de todo perigo do mal.

 Quando finalmente Angelis retornou ao quarto Valentina já estava dormindo por receber um gostoso cafuné de Manu. Ainda encontrava-se emburrada e ignorou o sorriso que ela lhe lançou.

 Só depois dela se acomodar ao seu lado que ela se pronunciou.

 Manu: E meu beijo de boa noite?

 Angelis: E você acha que merece? – arqueou uma das sobrancelhas.

 Manu: Uhum! Só porque eu te amo. – também confirmou com a cabeça. E por não obter resposta, bem baixinho começou a cantar.  – Manda esse treco de volta se não o bicho pega.

 Angelis: Você não tem jeito mesmo, não é?

 Manu: O que foi, amor? Só estou cantando a musiquinha do Mike Wazowski. – disse com toda sua inocência e sorriu ao vê-la sorrir.

 Angelis: Vou fingir que acredito.

 Manu: Já pode me abraçar. – disse ao sentir a respiraçã em sua nuca. E só voltou a falar quando ela atendeu seu pedido. – Boa noite!

 Angelis: Boa! – se ergueu, depositando um beijo no ombro dela

 

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