Segunda Chance ManoGelis “Contando do bebê” Cap 37

27 Apr

Já era tarde e Angelis acabou cedendo ao pedido da filha para que assistissem a mais um filme. Recostado a uma pilha de travesseiros com Manu entre suas pernas e com as costas grudadas em seu peito, viam ao show da menina que cantava e dançava na frente da televisão.

Manu: É… Pelo jeito ela não dorme nem tão cedo.

Angelis: E o mais gostoso é que eu sei que vai me acordar cedo amanhã.

Manu: Dia de parque. – sorriu.

Angelis: Isso aí. Mas, de agora em diante, a senhorita irá com a gente. E vai até ser bom pra você e para o nosso bebê pegar o sol da manhã. – enquanto falava seus dedos quentes iam de encontro à barriga dela por debaixo da blusa.

Manu: Se conseguir me tirar da cama em um domingo pela manhã, juro que te dou um prêmio. – inclinou a cabeça para olhá-la, mas não se contentou e o beijou.

Angelis: Pode ter certeza de que irei conseguir. – convencida, mordiscou o lábio inferior rosado.

Vale: É assim que vai sabê que é seu amô! É seu amô! – cantarolou mais alto e rodopiou. – É seu amô!

Manu: Opa! Levanta pra cair de novo. – brincou por ela tropeçar na toalha que tinha em volta do corpo e cair.

Valentina a olhou rapidamente, voltando para sua dança.

Angelis: Quando ela foi atrás de mim pedir água pra você, tinha que ver o jeito gostoso como respondeu quando perguntei se estava te cuidando direito. – sorriu, voltando-se de novo para a noiva.

Manu: Como? – puxou a outra mão dela, entrelaçando seus dedos.

Angelis: ‘Sim. Tô amando a Nunu direito, mãmae An.’ – a imitou, abrindo ainda mais o sorriso. – Queria saber onde ela aprende essas coisas.

Manu: Fui eu. – também já sorria, olhando para a sua princesa por alguns instantes. – Depois que você saiu trocamos muito amor, sabe?
Angelis: Sei muito bem. – a beijou no topo da cabeça. – Vocês duas quando cismam de demonstrar todo esse amor…

Vale: Maamis… – subiu na cama, jogando-se em cima delas e as interrompendo.

Angelis: Cuidado, filha, pra não machucar a barriga da Manu.

Vale: Desculpa. – deitou sobre as pernas da madrasta, deixando a cabeça pousada na altura da barriga da mesma.

Manu: Fala, meu amor. O que foi? – ajeitou a franja já grande da menina, tirando-a de cima de seus olhos.

Vale: Sabe quem é o amô gandão da Nunu? – deu um riso sapeca, erguendo um pouco o corpo para olhar Angelis.

Manu: Isso. Quero ver adivinhar.

Angelis: É claro que sou eu. – brincou, já sabendo a verdadeira resposta.

Vale: Ah, erro! – levou a mão até a boca, abafando seu riso.

Manu: Amoor! – disse com tom de censura, entrando na brincadeira. – É claro que meu amor grandão é a minha Valentina, né?!

Angelis: Ah, poxa. Pensei que fosse eu. Mas tudo bem, eu deixo ser você.

Vale: Bigada!

Ao tentar se levantar, Valentina acabou perdendo o equilíbrio e por pouco não caiu sobre Manu já que Angelis fora mais rápida e impediu, a segurando.

Respirando aliviado, Angelis voltou a falar depois que a ajudou a sentar.

Angelis: Você precisa tomar mais cuidado, Vale. Não pode bater na barriga da Manu. Tem um bebê aqui. – postou a mão por cima da de sua noiva, mostrando onde estava o mais novo integrante da família.

Despreparada. Era justamente assim que Manu estava. Não esperava que Angelis contasse sobre a gravidez. Não naquele momento, nem daquele jeito. Haviam sim conversado, porém não decidido quando. Fora de surpresa, talvez por impulso, e por isso via-se sem reação imediata. A insegurança de estar invadindo o espaço de sua menina novamente se fazia presente. Havia apenas ficado muito bem escondida por detrás de toda sua felicidade.

Ao vê-la tombar em sua direção, por reflexo, cobrira a própria barriga com as mãos e eram ali que elas ainda permaneciam. Não ousou desviar os olhos de Valentina, pois queria saber como reagiria a notícia, se entenderia.

Soltou o ar lentamente ao ouvi-la perguntar.
Vale: Quê? – enrugou o nariz, olhando para onde as mãos delas estavam, logo para Angelis e depois para a Manu. – Tem bebê aqui? – apontou.

Angelis: Tem. E ele é o seu irmão. Ou irmã.

Vale: Quem colocô? Cadê? – e tão de repente levantou a blusa de Manu.

Toda sua inocência e a carinha confusa fizeram Manoella se apaixonar ainda mais. Em vários momentos tinha que controlar a enorme vontade de agarrá-la e enchê-las de beijos, como agora. Não queria assustá-la e muito menos sufocá-la. Com um sorriso bobo começando a nascer eu rosto, explicou.

Manu: Ele ainda é bem pequenininho assim. – indicou o tamanho com os dedos. – Por isso não dá pra ver ainda. Mas logo, logo vai ficar grandão. E a mãmae An e eu que colocamos ele aqui, pra fazer companhia pra você, meu amor.

Angelis: Você vai nos ajudar a cuidar dele, não vai? Vão brincar juntos, correr por aí e nos deixar loucos atrás.

Vale: Pode? – tornou a olhar para onde seu irmão ou irmã se encontrava.

Manu: É claro que pode. Você quer? – a puxou para mais perto, envolvendo seu rosto com ambas as mãos.

Vale: Aham. Eu quero. – e então, sorriu.

Agora era real, e Manu sabia. Ela sentia. Estava ali, ao seu redor, bem pertinho de si, a sua família. A família que cuidaria com todo o seu amor e zelo. A família que era a culpada pelo grandioso sorriso que carregava, que a fazia sentir-se, simplesmente, feliz.

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